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Prof. Dr. Jose Alberto Aguilar Cortez

Graduado em Educação Física pela EEFE USP (1971), mestrado em Educação Física pela EEFE USP (1984) e doutorado em Biodinâmica do Movimento Humano pela EEFE USP (2008). Professor de futebol e futsal da EEFE USP e coordenador do GEPEFFS (Grupo de Estudos e Pesquisas de Futebol e Futsal).

Coordena curso de Condicionamento Físico para Grupos Especiais e Reabilitação Cardíaca no pós-graduação latu sensu da FMU . Atua, desde 1999, como consultor, na rádio Jovem Pan AM para assuntos relacionados a atividade física, esportes, saúde e qualidade de vida. Atuou, como consultor, no projeto de formação de atletas do E.C. Pinheiros (LIE) em 2008.

O legado causado pela falta de escolas para treinadores de futebol

A deficiência nas Escolas de Treinadores tradicionais como na Europa, e a desvalorização no aperfeiçoamento. “Nós, os penta campeões, não precisamos aprender com ninguém,” Descobrindo que temos pouco para ensinar.

CORTEZ, A. A.

O futebol brasileiro, goleado pela Alemanha na Copa de 2014, a cada dia se vê mais distante da imagem de vencedor e modelo para as outras seleções. Depois do vexame dos sete a um ficou clara a falta de alternativas para se manter no topo sem depender, exclusivamente, de talentos individuais. Na Copa América, disputada no Chile, sofremos nova goleada, agora por seis a um, e justo para a Argentina. Desta vez fomos superados pelo número de treinadores argentinos que estão em atividade nas seleções de países da América do Sul. Já tínhamos sido superados pela Colômbia, por três (treinadores) a um. Na Copa do Mundo disputada no Brasil. Fica evidente que não somos mais a Meca do Futebol como já fomos logo após a conquista do tri-campeonato mundial disputado em 1970 no México. Com o tri atraímos candidatos a técnicos de futebol da América Latina que vinham estagiar com os treinadores brasileiros enquanto frequentavam o curso de especialização oferecido pela Escola de Educação Física e Esporte da USP. O técnico colombiano que dirigiu a seleção da Costa Rica em 2014 foi aluno do prof José de Souza Teixeira, coordenador do curso, na década de 70 na Universidade de São Paulo. Depois Jorge Pinto foi estudar na Alemanha em sua constante busca pela especialização.  Naquela época, a falta de conhecimento científico e as raras obras publicadas sobre a modalidade, não atraiam os treinadores brasileiros para os bancos da academia. Os clubes ignoravam a necessidade do diploma, como acontece até hoje, embora mudanças radicais tenham acontecido. A CBF só começou a incentivar a especialização muito recentemente e ainda longe do ideal. Não temos Escolas de Treinadores tradicionais como na Europa, na Argentina e no Chile porque, por aqui, nunca se valorizou o aperfeiçoamento. Nós, os penta campeões, não precisamos aprender com ninguém, assim como os outros descobriram que também temos pouco para ensinar. Como motivar treinadores a frequentar escolas se já tivemos até Presidente da República que não estudou?

 

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