• Contato
  • Contato:

Prof. Dr. Marco Fabio Coghi

Químico, fisioterapeuta, pesquisador e Professor Convidado da pós-graduação da Universidade Cidade de São Paulo (UNICID); do Curso de Especialização em Medicina Comportamental (UNIFESP – coordenação do Prof. Dr. José Roberto Leite); do Curso de Gerenciamento de Stress, do International Stress Management Association (ISMA); do Curso de Neuropsicologia Aplicada a Reabilitação (coordenação Dra. Livia Stocco Sanches Valentin).

Sono, doce sono. Por que dormir se posso curtir a vida acordado?

É importante dormir longas horas de sono profundo e restaurador. As pesquisas mais recentes somam uma ou mais horas de sono do que era até então preconizado. Segundo dados de pesquisas desenvolvidas por especialistas da National Sleep Foundation, USA

Dormir é uma das funções fisiológicas mais importantes de nosso organismo. Longe de ser perda de tempo, como alguns acham, é durante o sono que nosso corpo busca o reequilíbrio fisiológico, chamado de homeostase. Mas, quando estamos estressados e ansiosos, é quase impossivel ter uma noite de sono profundo e reparador.

Vital para a saúde do corpo e mente, o sono tem sido estudado por muitos cientistas há longo tempo e ainda permanece um grande mistério. Complexo, envolvendo a liberação de uma casacata de hormônios, profundas mudanças nas ondas cerebrais; é assim que formamos nossas memórias, fixando o que aprendemos no cotidiano. Portanto, a memória e a aprendizagem sem uma boa noite de sono ficam comprometidas.

São vários os processos neurais envolvidos no sono. Tudo inicia quando nosso cérebro entende que não estamos mais recebendo raios luminosos na retina. A falta de luz na retina induz uma série de reações bioquímicas que culmina com a produção da melatonina, o hormônio responsável pela indução do sono, cujo pico de produção é noturno.

Ficar recebendo luz até tarde da noite ao assistir a programas de televisão, uso de computador, ficar no celular respondendo WhatsApp de amigos, ingestão de bebidas alcoólicas e energéticos vão postergar a produção da melatonina, atrasando e prejudicando o sono reparador.

Uma das substâncias primordiais para a produção da melatonina é o triptofano, aminoácido encontrado no leite e seus derivdos, abacate e na banana, arroz, batata, feijão, soja e lentilha, nas nozes e castanhas.

Assim que adormecemos, entramos numa fase inicial do sono, Fase I, onde nossas ondas cerebrais se modificam de beta (estado de vigilia e ausência de melatonina) para ondas lentas, ou ondas alfa (estado de vigilia relaxada, incicio de produção da melatonina). A Fase I é conhecida pelo termo Sono NÃO-REM constitui a maior parte do sono a noite; é profundo e reparador.

Chamado Sono REM (Movimento Rápido dos Olhos) ou Fase II, não é reparadora e está associada a sonhos vívidos. Passamos por cerca de 5 a 6 ciclos REM NÃO-REM durante uma noite.

Na insônia, há o agravo de riscos de doenças cardiovasculares, de infecções, possibilidade de queda, de entrarmos em depressão, podendo, ainda, aumentar o risco de mortalidade em até tres vezes, na insônia grave.

Portanto, , e publicado no site da BBC Brasil:

  • Recém-nascidos (0-3 meses): dormir entre 14 a 17 horas por dia,
  • Bebês (4-11 meses): entre 12 e 15 horas por dia.
  • Crianças pequenas (1-2): entre 11 e 14 horas por dia.
  • Crianças em idade pré-escolar (3-5): 10-13 horas por dia
  • Crianças em idade escolar (6-13): entre 9 e 11 horas por dia.
  • Adolescentes (14-17): 10 horas por dia.
  • Adultos jovens (18-25): de 7-9 horas por dia
  • Adultos (26-64): de 7 e 9 horas por dia,
  • Idosos (65 anos ou mais): de 7 a 8 horas por dia.

Estados emocionais alterados liberam hormônios em nosso sangue, como noradrenalina e epinefrina, que nos deixam em estado de alerta, prontos para ação. E isso inibe a produção da melatonina, levando-nos à insônia.

Exercícios fáceis de executar e orientados por programas de biofeedback instalado em computadores residenciais nos levam a um estado de maior relaxamento psicológico e físico, reduzindo o stress e a ansiedade, premitindo, assim, um sono mais profundo e reparador (veja www.cardioemotion.com.br).

Parcerias
Worcester University Biblioteca Digital Vérsila