Curso comunitário prepara os participantes para agir com eficácia em emergências envolvendo a parada cardiorrespiratória e o engasgo.
Saber como agir em uma emergência cardíaca pode ser fundamental para garantir a segurança e o bem-estar da pessoa em risco, especialmente em situações em que cada segundo conta. Em muitos casos, uma intervenção rápida é decisiva para estabilizar a vítima e aumentar as chances de sobrevivência.
No curso, os participantes aprendem técnicas essenciais para casos de emergência cardíaca. Foto: Lívia Borges.
Pensando nisso, o Curso de Atendimento à Parada Cardíaca, com a Profa. Dra. Cláudia Lúcia de Moraes Forjaz como professora responsável e o educador/instrutor de primeiros socorros Prof. MSc. Bruno Modesto na coordenação, tem como objetivo capacitar tanto leigos quanto profissionais da área da saúde a agir de forma rápida e eficiente em situações de emergências graves, como parada cardiorrespiratória e o engasgo.
A iniciativa começou na EEFE em 1999, quando o treinamento de Suporte Básico de Vida passou a ser exigido como parte integrante da disciplina Socorros de Urgência. Desde então, o programa já capacitou centenas de alunos e indivíduos da comunidade.
O curso ensina os fundamentos do Suporte Básico de Vida (SBV), que compreende os passos essenciais para prestar os primeiros socorros a vítimas em parada cardíaca ou com obstrução das vias aéreas. Durante as aulas, os participantes aprendem a identificar essas emergências, aplicar corretamente as manobras de Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) e utilizar o Desfibrilador Externo Automático (DEA), equipamento crucial para restabelecer o ritmo cardíaco em casos de parada cardiorrespiratória.
Participantes do curso realizam manobra em manequins. Foto: Lívia Borges.
A formação é dividida em duas etapas complementares: uma parte teórica, com 2 horas de conteúdo online, e uma parte prática, com 2 horas presenciais, em que os participantes treinam os procedimentos em manequins específicos para simular situações reais. Todo o conteúdo segue as diretrizes mais recentes da American Heart Association (AHA), garantindo um aprendizado atualizado e de qualidade.
Ao final, todos os participantes recebem um certificado de conclusão, comprovando a aquisição das habilidades necessárias para agir em situações de emergência.
Bruno Modesto, atual coordenador do curso, conta que recebe frequentemente e-mails e relatos de ex-alunos que, ao se depararem com situações de emergência em metrôs ou trens, assumem a dianteira para agir, enquanto a maioria das pessoas ao redor fica paralisada ou apenas filma o ocorrido.
Bruno Modesto ministrando Curso de Atendimento à Parada Cardíaca. Foto: Lívia Borges.
Segundo ele, muitos desses relatos destacam que os conhecimentos adquiridos no curso são decisivos para a rápida intervenção. Uma história que marcou o educador foi a de um ex-aluno que, enquanto ministrava uma aula de hidroginástica, percebeu que uma aluna havia parado de se movimentar dentro da piscina. Ele constatou ser o único, em uma grande rede de academias, com o conhecimento necessário para realizar as manobras de primeiros socorros. “Foi nesse momento que ele entendeu a importância de saber fazer os primeiros atendimentos em emergências cardíacas”, conta Bruno.
Para ele, o treinamento em primeiros socorros é fundamental e deve começar ainda na infância:
Temos que assumir essa responsabilidade como cidadãos para aumentar as chances de sobrevivência em situações de emergência.
Para mais informações e detalhes sobre o processo de inscrição clique aqui ou acesse: https://www.eefe.usp.br/atendimentoaparadacardiaca.
Mais informações sobre outros cursos comunitários podem ser acessadas clicando aqui ou acessando www.eefe.usp.br/extensao.








